Esse é o ano de Star Trek?

Star Trek Discovery

Star Trek de Volta à TV

Setembro chegou e uma nova série de Star Trek, Discovery, vai estrear dia 24 nos EUA pela CBS All Access e, dia 25 no resto do mundo, pela Netflix. É o fim de um hiato galático de 12 anos desde o fim prematuro de Enterprise.

Discovery conta a história de Michael Burnham (Sonequa Martin-Green de “The Walking Dead”), primeira oficial da nave USS Shenzhou, servindo sob as ordens da Capitão Georgiou (Michelle Yeoh de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Criada por Sarek (James Frain de “Orphan Black”), pai de Spock em Vulcano, ela e a nave encontram um grupo de klingons liderados por T’Kuvma (Chris Obi de “Deuses Americanos“) que, pelos trailers, destroem a Shenzhou.

Isso ocorre a apenas 10 anos antes da missão de cinco anos da USS Enterprise retratada na Série Clássica. Pouco mais se sabe da trama, que ainda conta com a nave principal da série, a USS Discovery, capitaneada por Gabriel Lorca (Jason Isaacs de “Corações de Ferro”). A siriema foi criada por Bryan Fuller (“Pushing Daisies”, “hannibal”) – que saiu da série – e Alex Kurtzman (“Hawaii Five-O”). O showrunner (produtor encarregado, cargo que foi de Gene Roddenberry na Série Clássica) será Aaron Harberts (“Revenge”).

Star Trek Discovery

Star Trek Discovery – destaque para uniformes, desing da ponte e lens flare

A recepção inicial dos fãs é ambígua, causada pela estranheza dos figurinos, cenários das naves e dos klingons, chamados, pejorativamente, de “klingons aranha”, muito diferentes dos klingons da Série Clássica, dos klingons da era TNG e, dos klingons de Star Trek Além da Escuridão (2013).

Klingons

Klingons

Sátira na Fox

The Orville Tripilação

The Orville Tripulação

Antes de Discovery, estreia no dia 10 na Fox americana (sem previsão para o Brasil) The Orville, série do criador de “Family Guy”, Seth MacFarlene.

Muito semelhante à Nova Geração em seu layout, The Orville fala sobre o capitão Ed Mecer (Seth MacFarlene), que recebe o comando da USS Orville, uma nave exploratória e conta como primeira oficial Kelly Grayson (Adrianne Palicki de “Marvel Agents of Shield”), sua ex-esposa. Claro, a série é uma grande sátira a todo universo de Star Trek e outras sagas espaciais.

Muitos trekkers, principalmente os mais velhos, tem olhado com carinho para The Orville, pois traz as lembranças afetivas que possuem de toda a saga Star Trek.

Mais uma paródia

Galaxy Quest

Galaxy Quest

A grande paródia de Star Trek sempre foi “Heróis fora de Órbita” (“Galaxy Quest” 1999). Pois bem, mesmo com a chegada de The Orville, Galaxy Quest entrou em pré-produção pela Amazon Prime, que contratou Paul Scheer (“Veep”) para escrever o roteiro. Essa era uma ideia de 2015, engavetada com a morte de  Alan Rickman (da saga Harry Potter) e que agora retornou.

E tem mais…

Completando as boas notícias para os trekkers, a série da Netflix Black Mirror terá um episódio com características visuais parecidas com Star Trek. Será o segundo episódio da série “The Callister”, que ainda não teve a sua sinopse divulgada.

The Calister - Black Mirror by Netflix

The Callister – Black Mirror by Netflix

Será que 2017 é o ano de Star Trek?

O trekker é um fã exigente e está há 12 anos sem novidades na TV, possuindo apenas os 3 filmes do Universo Kelvin como material áudio visual para ver. Quadrinhos e livros não costumam chegar fácil em outros mercados que não o americano, tornando seu acesso, por canais oficiais, difícil.

Mas o trekker também é um consumidor voraz de tudo que sai sobre Star Trek.  E Hollywood sabe disso.

Sem muitas opções, os trekkers tem que se contentar com web series como Star Trek Continues, Star Trek Renegades e Axanar. Esta última chamou atenção da CBS e da Paramount (detentoras dos direitos de Star Trek) quando arrecadou em crowdfunding mais de US$ 1 milhão para um longa metragem com vários atores famosos e, com essa arrecadação, recebeu um gigantesco processo da CBS/Paramount.

Talvez o sucesso dessas web series tenha feito com que os estúdios se mexessem para trazer esse público para eles, mesmo sendo um terreno espinhento, pois Star Trek Sem Fronteira (2016), foi o filme do Universo Kelvin com menos bilheteria, que fez a produção do quarto filme ser congelada. Vamos torcer que estas séries tenham uma melhor sorte.

Com uma nova série de 15 episódios chegando, uma sátira estreando e outra em desenvolvimento e um episódio de outra série cultuada falando sobre o universo e as ideias de Star Trek, não restam dúvidas que os trekkers terão muitas coisas para ver.

Esperamos afirmar, ao final da temporada, que 2017 foi o ano de Star Trek na TV!

E você, o que quer ver? Qual a sua expectativa para tudo isso?

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