Painel de Star Trek Discovery na NYCC

Star Trek Discovery na NYCC

Painel de Star Trek Discovery na New York Comic-Con – NYCC 2017

Aconteceu nesse sábado, dia 7 de outubro, o painel de Star Trek Discovery na New York Comic-Con 2017 (NYCC). Não só isso, os atores aproveitaram por estarem em Nova Iorque e participaram à noite do PaleyFest.

E temos muitas informações, mas antes de tudo, um lembrete:

Spoiler Alert

O texto pode conter spoilers!

Na NYCC, o painel de Star Trek Discovery teve mediação da ex-astronauta da NASA Dr. Mae Jemison, que participou de um episódio da Nova Geração como tenente Palmer no episódio “Second Chances“. Participaram os atores Sonequa Martin-Green, Jason Isaacs, Doug Jones, Mary Chieffo, Shazad Latif, Anthony Rapp, Mary Wiseman e Wilson Cruz e os produtores Alex Kurtzman, Akiva Goldsman, Gretchen J. Berg, Aaron Harberts e Heather Kadin. Falaram sobre o tom sombrio da série, sobre personagens multidimensionais e a redenção Michael Burnham.

Durante a sessão de perguntas, uma fã mascarada chegou ao microfone e perguntou se a capitão Georgius voltaria a série. Foi então que a pessoa retirou máscara e era a atriz Michelle Yeoh, que então subiu ao palco e ela mesma respondeu dizendo que ainda não vimos a última cena da capitão na série. Se dirigindo a Issacs, ela disse que “se ele não cuidar bem da minha menina (Burham), eu vou chutar o seu traseiro”, recebendo uma grande salva de palmas.

Michelle Yeoh na platéia

Michelle Yeoh na platéia

Martin-Green, claro, falou que Burnham está no caminho de sua redenção e que ela está dividida, não se sentindo em casa em Vulcano e nem com os humanos. Burnham terá que aprender a usar as sua emoções para poder achar seu verdadeiro lugar. A atriz disse que se sentiu emocionada por conhecer Nichelle Nicols no tapete azul de lançamento de Discovery há algumas semanas.

O produtor Akiva Goldsman repondeu a pergunta de Mae Jemison se a série seria mais sóbria com um “Não” contundente e completou:

The truth is, what we’ve been talking about tonight when we talk about Star Trek is the characters, which is actually relatively different than what you would talk about in previous Star Treks. To some degree that would be different for DS9.

[Discovery is] a wholly serialized narrative. In that narrative we get to tell character stories over plot. Which does not suggest that we don’t have plot. If Jim Kirk had to deal with Edith Keeler’s death in [the TOS episode] “City on the Edge of Forever” as if it were real life, it would take a whole series or a season. [On Discovery] we can stretch those emotions out for a season.

Our story is the origin of the feeling that is TOS. That’s why we are 10 years before TOS. But we don’t start there. We get there. The name of the show is Discovery not by accident. It is the story of how these people discover who they are. In long form storytelling, you get the gift of getting to start somewhere. We are layered, complex, dark and light, because the best of Star Trek is always all of those things.”

 

A verdade é que o que estamos falando esta noite que Star Trek é sobre os personagens, que é realmente relativamente diferente do que você faria nas séries anteriores de Star Trek. Até certo ponto, seria diferente para DS9.

[Discovery é] uma narrativa totalmente serializada. Nessa narrativa, podemos contar histórias de personagens sobre o enredo. O que não sugere que não tenhamos uma trama. Se Jim Kirk tivesse que lidar com a morte de Edith Keeler no [episódio TOS] “Cidade Além da Eternidade” como se fosse a vida real, seria preciso uma série inteira ou uma temporada. [Em Discovery] podemos esticar essas emoções por uma temporada.

Nossa história é a origem do sentimento que é TOS. É por isso que estamos 10 anos antes da TOS. Mas não começamos lá. Chegaremos lá. O nome do show é Discovery não por acidente. É a história de como essas pessoas descobrem quem são. Na narrativa longa, você recebe o presente de começar a começar. Nós somos camadas, complexas, escuras e leves, porque o melhor de Star Trek é sempre tudo isso “.

Com relação a TOS, Akiva Goldsman falou sobre sua conexão com Discovery, dizendo: “Nós não começamos lá. Chegaremos lá.”

A Ciência de Discovery

Harberts também falou especificamente sobre os motores movidos a cogumelos da nave:

“It’s about the function of biology rather than just the function of physics. Our engine is organic,” he said. “We’re set against the backdrop of war. It’s life. It’s death. There is something interesting about the science that we are focusing on right now, being a little more born out of the life sciences.”

 

“É sobre a função da biologia em vez de apenas a função da física. Nosso mecanismo é orgânico “, disse ele. “Estamos no contexto da guerra. É a vida. É a morte. Há algo de interessante sobre a ciência em que estamos focando agora, sendo um pouco mais nascido nas ciências da vida “.

Star Tek Discovery na NYCC

(l-r): Moderator, Dr. Mae Jemison; Sonequa Martin-Green; Doug Jones during the New York Comic-Con 2017 panel for STAR TREK: DISCOVERY held at Madison Square Garden Theatre on Saturday, October 7th. Ca. Photo Cr: Lisette M. Azar/CBS © 2017 CBS Interactive. All Rights Reserved.

Em uma conferência de imprensa após o painel, Jemison falou mais sobre a importância da ciência em Star Trek : “Uma das perguntas que me foram feitas é, por que eu gosto de  Star Trek? Por que eu estaria aqui? Por que eu acho que é um show especial? É por causa desta discussão. Assim, por exemplo, a ciência é a frente e o centro e todos podem entrar nos detalhes e é isso que permite que as pessoas se submerguem. Isso é o que permite que a Primeira Diretriz seja lançada Como algo que está dentro da cultura popular. Esses são os tipos de coisas que fazem um show ter (Star Trek) a longevidade.

“Mas não é só porque tem coisas legais para dizer”, continuou ela. “É porque toca as pessoas. E a outra coisa que eu diria é que há uma oportunidade, então, também, ensinar muito, mesmo dentro das ciências. Certo? Então, como as ciências são boas e consistentes, as pessoas querem saber mais. Então, acho que isso faz parte do poder do que Star Trek fez e eu realmente sinto saudade de todos vocês por poderem continuar assim agora”.

Diversidade

Wilson Cruz e Anthony Rapp no ​​PaleyFest 2017

Wilson Cruz e Anthony Rapp no ​​PaleyFest 2017

Uma das controvérsias iniciais (não sei o porquê) de Discovery é a escolha de uma mulher negra para ser a protagonista, sem que ela seja o capitão da nave.

Assim, já no PaleyFest à noite, Wilson Cruz (Dr. Culber) falou como o seu personagem e o tenente Stamets (Anthony Rapp), que formam o primero casal abertamente gay a aparecer em uma série de Jornada é importante para  o movimento LGBT:

These stories we tell about LGBT people are really important so that people understand who we are and what our lives are like. So, perhaps people will understand us and not hate us… And we are living in a time when we have leadership that doesn’t necessarily understand that. I hear the president watches television; I hope that he tunes into Star Trek.

 

As histórias que contamos sobre pessoas LGBT são realmente importantes para que as pessoas entendam quem somos e como são nossas vidas. Então, talvez as pessoas nos compreendam e não nos odeiem… E estamos vivendo em um momento em que temos liderança que não compreende necessariamente isso. Ouço o presidente assistir televisão; espero que ele sintonize Star Trek.

Pílulas

  • Veremos no episódio 8 a habilidade de Saru ao andar com seus cascos, segundo Doug Jones;
  • O ato de Saru oferecendo a Burnham mirtilos foi uma homenagem ao produtor Bryan Fuller, que fazia isso nos corredores do estúdio;
  • Saru deveria ter até 10 olhos, mas foi descartado pelo custo e por deixar a interpretação de Doug Jones quase inviável.
  • A ponte original da Discovery deveria ter dois andares;
  • O tardígrado gigante deveria ser um personagem da ponte da Glenn;
  • O Dr. Culber irá aparecer no episódio “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry“.
Harry Mudd na nave prisão klingon

Harry Mudd na nave prisão klingon

Clip do quinto episódio “Choose Your Pain

Foi apresentado no PaleyFest um clip do quinto episódio de Discovery “Choose Your Pain“. Em uma cela klingon, o capitão Lorca encontra o tenente Ash Tyler (Shazad Latif), sobrevivente da USS Yeager e fica espantado porque ele sobreviveu a sete meses de tortura klingon. Em meio a gritos de outros prisioneiros, os dois encontram Harry Mudd (Rainn Wilson), que culpa a Federação por ficar preso em meio a uma guerra com os klingons. Pensando em fugir, Tyler não acredita que uma nave possa ir tão profundamente em território klingon e Lorca diz que sua nave pode fazer isso.

Referências

StarTrek.com:

TrekMovie.com

TrekNew.net  http://www.treknews.net/2017/10/08/nycc-17-michelle-yeoh-georgiou-will-be-back-recap/

Star Trek Discovery está disponível na Netflix desde o dia 25 de setembro às 4h, começando com os trê primeiros episódios “The Vulcam Hello”, “Battle at Binary Star” e “Context is for Kings” e o quarto “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry virá na próxima segunda e assim até encerrar os 15 episódios da temporada. Episódios disponíveis legendados ou dublados em português, ou legendados em klingon!

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